Peço mil desculpas por ter literalmente abandonado o blog! Mas volto com um post que com certeza vai compensar os leitores que já tinham desistido de acessar o Canal da Moda.
Confiram aqui um pouco do que foi o show de Madonna em São Paulo, 20 de dezembro, dia que ficará em minha memória para sempre. E com certeza na de todos que tiveram a oportunidade de presenciar este espetáculo. As fotos também ficaram bem legais! Enjoy:
O tumulto já era gigantesco ao redor do Estádio do Morumbi quando chegamos para assistir ao penúltimo show da turnê Sticky & Sweet, de Madonna, no dia 20 de dezembro. Eram cerca de 14 horas quando eu e meu namorado Diego finalmente encontramos o que deveria ser a nossa fila – não pensaria em assistir a uma performance da diva mor que não fosse no melhor lugar, ou seja, a fila vip. Depois de algumas confusões, o pessoal que estava na fila da pista comum finalmente se ajeitou do outro lado da calçada e os setores ficaram melhor separados.
Como os portões do estádio só deveriam abrir às 17 horas, o jeito era sentar ali mesmo e esperar. Nessa espera, acabamos fazendo grandes amizades. Pessoas que inclusive fizeram toda a diferença e deixaram o show ainda mais especial – leia-se Vica, Rafa, Emerson e Nanda. A fila da pista vip já estava grande quando chegamos e logo vi que dificilmente conseguiríamos ficar num lugar próximo à grade – ledo engano. Depois de horas esperando no arranca e pára eis que por volta das 18 horas entramos no estádio. Enquanto todos corriam desesperados para pegar um bom lugar próximo à passarela, o Diego, que estava com a câmera fotográfica escondida nas calças, seguia lentamente seu caminho…
Paramos no lado direito da pista. A reação de todos os fãs que chegavam na área vip era a mesma: “É muito perto!!”. O espaço era mesmo seleto e era difícil acreditar que veríamos a rainha assim tão próxima da gente. Quando alguns dançarinos subiram na passarela antes do início do show (para animar a galera que não curtiu em nada o DJ que abriu para a Madonna) foi que tivemos a noção do quão perto a veríamos. Emoção total!
Euforia - Depois de quase duas horas de atraso e de ansiedade do povo, eis que a diva maior aparece sobre o trono adocicado de Candy Shop, música que abre o espetáculo. Os dez anos de espera dessa singela fã para conferir a ídola de perto parece que valeram a pena. A euforia é tanta que mal consigo vê-la. O povo canta junto, e é assim durante as duas horas em que Madonna se mantém no palco. Em Beat goes on, ela sobe no cadillac e faz a alegria de seus súditos, enquanto Pharrell e Keane West se revezam nos telões enormes. Depois, segue com o hit Human Nature na guitarra, que conta com a participação virtual de Britney, e Vogue, em que ouvimos o sample de 4 Minutes enquanto Madge reiventa a famosa coreografia dos anos 90 que imita poses.
O primeiro bloco acaba e a euforia está estampada nos rostos de cada um presente na pista vip. Não consigo manter a emoção. “Madonna é tudo”, é a única coisa que conseguia pensar e dizer. O vídeo de M-Dolla, a pugilista que Madonna encarnou para o CD Hard Candy, aparece nos telões enquanto Die another day embala a multidão durante a troca de figurino.

O segundo bloco se inicia e a multidão vai à loucura novamente. Madonna engata um Into the groove pulando corda! A mulher esbanja energia e não aparenta em momento algum a idade que possui (50 anos? onde?). Ao contrário: o que se vê é uma garota sapeca, uma serelepe a fim de diversão e um verdadeiro revival de seus anos dourados: os 80, tendo como fundo as obras de arte do amigo já falecido Keith Haring. O que se segue é só folia: Ela rola pra lá e para cá na passarela com os dançarinos em Heartbeat (uma das preferidas pelos fãs e por isso bastante ovacionada) e manda bala na guitarra em Borderline.
“Don´t fuck with me!”
She´s not me é um caso à parte. Madonna, mais que animada, grita: “Don´t fuck with me!”. E, nesse mesmo ritmo, ela solta a raiva nas dançarinas que aparecem vestidas de diferentes Madonnas, arrancando perucas, esgüelando umas e beijando outras na boca. Chega a soltar um “puta!” para uma delas, o que faz o Morumbi vir abaixo. Enquanto isso, conferimos imagens de toda as fases da carreira de Madge nos telões. Music, que já virou clássica, encerra o bloco mais gracinha e animado do show.
O video interlude Rain/Here Comes The Rain Again ajuda a dar uma acalmada enquanto a diva não volta para o terceiro bloco. Os efeitos durante a canção Devil Wouldn’t Recognize You, em que Madonna aparece sobre um piano envolta por um telão circular, são de impressionar e percebemos que não estamos presenciando apenas um show, mas um verdadeiro espetáculo da era moderna. As próximas músicas não são tão inovadoras. São performances que incorporam o espírito cigano do bloco, como Spanish Lesson, Miles Away e a “tem que ter” La Isla Bonita, misturada com uns sons folks. You Must Love me encerra o bloco com os fãs no maior chororô. Ela diz que a platéia é uma das melhores que já teve e todos gritam: “we love you!”.
O video de Get Stupid (About saving the planet) mostra imagens de Obama e o público aprova com gritos. A interatividade de Madonna e Justin em 4 Minutes, por mais que este esteja presente apenas por telas em movimento, é algo surreal, com Madonna fazendo caras e bocas como se o garoto prodígio estivesse mesmo ali junto dela. Ou melhor, surreal seria a palavra para descrever Like a Prayer, sem dúvida a música que mais levantou a multidão. As eletrizantes Ray of Light, Hung Up (com request song da manjada Express Yourself) e Give it to me encerram as duas horas mágicas, que para nós pareceram mais dois minutos de tão rápido que passou.
Simpática e interativa
Ela desaparece no cenário e um enorme Game Over estampado nos telões encerra o sonho. O público ovaciona a rainha pelo espetáculo grandioso e de padrões inéditos no Brasil. Todos a nossa volta estão hipnotizados. É o efeito Madonna. Muitos, como eu, não seguram a emoção e têm que agüentar brincadeiras do grupo como: “Não gostou? Pede o dinheiro de volta!” Luzes acesas, uma música antiga de Madonna (que não lembro agora qual é) é tocada pelo DJ. É hora de ir para casa.
Madonna foi super simpática nas duas horas em que esteve no palco, interagindo e brincando com o público. Cada vez que passava pela passarela, era uma comoção no lado em que nos encontrávamos. Ela estava tão próxima da gente e conversava tanto que até parecia uma amiga antiga, nos incentivando a pular junto. Muitas vezes durante o show fiquei confusa. Não sabia se pulava e gritava junto da rainha, ou se apenas ficava admirando sua vitalidade e energia em cima do palco, aproveitando aquele momento único. Muito já foi dito sobre o show, mas só quem o presenciou sabe bem do que estou falando. Acabou-se o que era doce. Mas valeu muito! E que venha a próxima turnê! Para o Brasil de novo, claro!
FOTOS: Diego Guichard e Gabriela Loeblein